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Vivendo a Palavra » Livro de Jó

Livro de Jó

Significado do nome: Voltado sempre para Deus / Hostilizado / O que suporta adversidades.

Introdução

O livro de Jó é o primeiro dos livros poéticos ou sapienciais. Este grupo é formado pelos livros: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos. Não é certa a autoria do livro, mas existem algumas suposições: uma é que teria sido escrito por Moisés, quando habitou no deserto de Midiã após deixar o Egito, outra de que teria sido escrito num período pós exílio e ainda outra, de que teria sido ecrito por Salomão. O livro nos trás a história de um próspero fazendeiro que é acometido por uma série de fatalidades transformando sua vida de um dia para o outro. A história se passa provavelmente entre 2100 e 1900 a.C, na era dos patriarcas, mas não há uma determinação precisa. O livro trata de uma dúvida muito comum ainda nos dias de hoje: O Sofrimento!! Mais especificamente o sofrimento do justo. Por que um Deus tão bom pode permitir o sofrimento? É até fácil aceitar o sofrimento do ímpio, mas do servo fiel é outra coisa. Por que isso aconteceu comigo se fiz tudo certo?! Estas e outras perguntas acerca do sofrimento de pessoas que se mostram retas e íntegras são muito comuns. Em primeiro lugar devemos lembrar que o Senhor criou o mundo bom e agradável, ou seja, sem o sofrimento, o qual entrou na história depois do desvio do homem. É importante também ter em mente que o sofrimento nos aperfeiçoa nas coisas de Deus.

Quem era Jó (1.1 – 1.5)

As Escrituras dizem que Jó habitava em Uz (localizada provavelmente entre a Arábia e a Palestina na terra de Edom) e que era um homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Logo no começo do livro podemos perceber o quanto este homem era abençoado por Deus. No decorrer do livro podemos perceber nele algumas características, como: integridade, retidão, fidelidade, caráter, intercessão, paciência, humildade, discernimento.

Jó é posto a prova (1.13 – 2.13)

Jó era um servo fiel e as Escrituras revelam que a confiança por parte do Senhor na fidelidade de seu servo era tanta que Ele permite que satanás intente contra sua vida, certo de que seria honrado. A partir deste momento tem início uma série de investidas contra Jó, uma pior do que a outra, pois conforme o servo fiel resistia, o inimigo voltava com um ataque ainda maior.
Devemos sempre ter em mente que a qualquer momento podemos passar por uma provação, mas como nos diz Paulo, o Senhor não nos prova acima do que somos capazes de suportar.

“Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais”.(Coríntios 10.13)

Jó passa grande parte da história procurando explicações para a série de calamidades que o acometeram. Essa busca, porém, se mostra inútil pois é impossível entendermos os planos de Deus.

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55.8, 9).

A Esposa de Jó (2.9 – 2.10)

Ela é citada em apenas um versículo, mas esta pequena passagem lhe rendeu muitos comentários negativos. A atitude da esposa de Jó merece um estudo detalhado, mas farei apenas agumas observações.

Lembrando do texto:

“Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre. Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.”

1) Algo que acho muito importante, observando o contexto do livro, é que o Senhor repreende a atitude dos três amigos, inclusive ordena que ofereçam sacrifício e peçam oração a Jó, no entanto não repreende, não castiga e nem faz comentário algum a respeito da atitude da esposa do seu servo.

2) Observando as palavras de Jó: “…Como fala qualquer doida…” e analisando a situação de extremo sofrimento em que esta pessoa se encontrava (tudo o que Jó perdeu, inclusive filhos e filhas ela também perdeu), devemos no mínimo considerar que ela não devia estar sã consciência.

3) Quando tento imaginar a situação de Jó, fico realmente triste. Ele perdeu seus familiares, seus bens, seus relacionamentos e passa a maior parte da historia sofrendo na carne as investidas do inimigo. Eu já fico sensibilizado, e muitas vezes até indignado, com muito menos. Não consigo me imaginar se acontecesse com algum conhecido meu. É uma situação desesperadora, não é? E é essa a situação em que se encontra a esposa de Jó: desesperada. Uma pessoa desesperada toma atitudes impensadas, infelizmente,  e com ela não foi diferente.

4) Satanás disse: “…e verás se não blasfema contra ti…”  e ela disse: “…Amaldiçoa a Deus, e morre…”. Opa!! Parecem as palavras de satanás na boca da mulher. Ele tenta que Jó blasfeme e a mulher sugere a mesma coisa? É fato que o inimigo de nossas almas usa as pessoas para alcançar seu objetivos, e a esposa de Jó se encontrava em um momento de descontrole, ou seja suscetível a sua ação!  Lembrei até desses desenhos que usam a figura de um diabinho dando um conselho ruim e um anjinho fazendo o contrário, então me veio em mente o diabinho dizendo: “se seu marido amaldiçoar a Deus ele será consumido num instante e então ele se livrará de todo esse mal”!  Será que ela poderia livrar seu amado de enorme sofrimento? CLARO QUE NÃO! Mas ela não estava em condições de discernir e acaba sugerindo um mal maior por amor e compaixão!

Jó é procurado por seus amigos (3.1 – 37.24)

Ao saberem da situação em que Jó se encontrava, seus amigos (Elifaz, Bildade e Zofar) lhe procuraram. Por sete dias ficaram calados diante de Jó, talvez esta tenha sido a melhor atitude que tenham tomado – certamente foram sete dias de conforto para Jó, lembrando que o sete é um dos números que representam a perfeição na Bíblia. Ao oitavo dia decidiram quebrar o silêncio, logo iniciou-se uma seqüência de diálogos entre eles e Jó. Os amigos tentam explicar o porquê do sofrimento de Jó, mas ele rebate suas críticas. Esses diálogos se seguem entre os quatro até o momento que Zofar se cala por considerar que o caso de Jó não teria solução, e a conversa continua com os outros. Um quarto amigo entra em cena: Eliú repreende os outros três pelas acusações injustas que levantaram contra Jó, porém também repreende a Jó que já estava quase chegando ao ponto de dizer que Deus era injusto.

O Senhor Intervém (Jó 38)

Quando chega o momento em que Jó e seus amigos já não têm mais palavras, o Senhor toma a direção dos acontecimentos e passa a repreender a Jó. Na maior parte do discurso Jó, questiona o Senhor sobre o seu sofrimento, mas acontece uma total inversão da situação nesse momento e é Deus quem passa a questionar seu servo. Embora passando por tamanho sofrimento, Jó se arrepende de seus questionamentos e reconhece o Senhor como seu Redentor. Isso demonstrou grande consciência espiritual que o permitiu enxergar a soberania de Deus, mesmo diante da situação em que ele se encontrava, mantendo-se firme em seu propósito.

"Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra.” (Jó 19.25).

“Bem sei que tudo podes, e nenhum dos Teus propósitos podem ser impedidos… ” (Jó 42.2)

Por fim o Senhor repreende os três amigos que não disseram Dele o que era reto, como fez seu servo Jó (O Senhor não repreende a Eliú).

Para Refletir:

Pelo suposto período em que ocorre a história de Jó, podemos deduzir que ele tinha poucos conhecimentos da Palavra de Deus, pois ainda não havia sido escrita, mesmo assim ele se mostra totalmente fiel a Deus mesmo não O conhecendo como O conhecemos hoje. Se fosse nos dias de hoje, talvez um de seus amigos citasse o Livro de Salmos: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.”Salmos (37.5) e certamente essa Palavra seria uma injeção de ânimo, mas Jó enfrentou a situação apenas com o conhecimento que tinha e não se desviou do caminho do Senhor  porque guardava no seu coração as Palavras de Deus. Hoje temos muito mais conhecimento do que Jó, mas assim como ele, precisamos guardá-lo em nossos corações, para que não venhamos a nos desviar do que é reto perante o nosso Deus. De que adianta uma Bíblia com capa dura e letras douradas enfeitando a estante? Se a Palavra de Deus é Alimento e “saco vazio não para em pé”, precisamos encher-nos da Palavra de Deus, só assim estaremos preparados para todas as situações.

Para Ler e Refletir:

"…Mas ele sabe o meu caminho; se ele me provasse, sairia eu como o ouro.Os meus pés seguiram as suas pisadas; guardei o seu caminho e não me desviei dele. Do mandamento de seus lábios nunca me apartei, escondi no meu íntimo as palavras da sua boca.” (Jó 23.10, 11, 12, 13).

“E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho.Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?”(Hebreus 12.5, 6, 7)